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Sobre o ano novo (dias novos)

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Uma manhã que se achega
uma espreguiçada
A tarde do obreiro
o cansaço que amassa
A noite depois da peleja
o bocejo que agraça
Os sonhos que vêm
a esperança não passa
Mais um dia que tem
é trabalho na raça
Dívidas que amontoam
o orçamento arregaça
Entra ano e sai ano
no tilintar das taças
É tempo que apressa
a vida na praça
Realidade que assola
não muda, repassa
Se é pobre de dinheiro
não é pobre, é massa
Justiça não se enerva
nem se cria, se caça
Pra espantar os males
uma dose de cachaça
Paz e amor no coração
é susto à desgraça
Perseverança nas mãos
conquistas em graça.

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