Arquivo da tag: Organização temporal

Obviedades

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Eu já falei
sobre inocência infantil
dentro dos puteiros
e sobre liberdade
aos trabalhadores da nação.

Eu já falei
da alegria de beber água
aqui onde ela é abundante
e da importância das árvores
aos povos da floresta sem floresta.

Eu já falei
da natureza em sua essência
para seres urbanos,
da infinitude do oceano
para os mentalmente ilhados.

Eu estou falando
de divisão aos egoístas
para salvá-los de si próprios
e sobre luz na escuridão
para fazer crer que as cores existem.

Eu estou falando
de injustiça aos injustos
como a luz no fim do túnel,
de verdade aos mentirosos
como a salvação de suas almas.

Eu estou falando
de gênese cognitiva
aos arautos do cartesianismo,
do ser e fazer autopoiético
aos discursionistas de plantão.

Eu falarei
sempre sobre o agora
aos fugidores do tempo real
e também de poder interno
aos adoradores da apoteose.

Eu falarei
sobre a invisível noosfera
aos que não se percebem em comunidades
e de felicidade plena
aos incautos e dominados.

Eu falarei.
Tentarei não ser,
mas serei sempre óbvio.

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Cada qual com seu ano novo

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Liberte-se dos ponteiros. Viva e esteja no seu tempo natural

Mais um ano gregoriano acabou e outro começou. Aqui no litoral, todos na praia aguardaram a meia-noite como se a vida fosse mudar após o relógio demonstrar que outro ano começou.

E me pergunto: por que o ano termina 31 de dezembro e começa 1° de janeiro para todo mundo? Como em todas, algo de muito estranho nesta convenção.

Falar de ano é fazer referência a um ciclo: o movimento de translação. A dança de 365 giros de Gaia sobre o próprio eixo enquanto dá uma volta no Sol, como que em reverência à criação. Uma dança que na verdade nunca termina, recomeça…

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