Arquivo da categoria: Politicas Publicas

Ações setorialmente integradas e articuladas entre governo e sociedade.

Uma leitura da sociedade civil brasileira rumo a Rio + 20

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Toda tentativa de enquadramento fatalmente se debaterá com o sério risco do reducionsimo. Ainda mais uma análise de contexto tão complexo como a atual conjuntura em que se encontram os movimentos sociais em termos de articulação e posicionamentos no processo da Rio + 20.

Muitos fatores, inúmero elementos compõem esta conjuntura e esta mapa certamente deixa dimensões fora de esquadro. É claro, há intersecções entre o campos destacados acima, as fronteiras não são exatamente fronteiras.

Mas há demarcações e, ciente dos riscos, o esforço assim mesmo foi feito, considerando que há conflitos não percebidos e questões não explicitadas por falta de clareza do terreno. Conflitos estes que perpassam o Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio + 20 e correm risco de aumentar a fragmentação da luta que faz parte da conjuntura atual.

O objetivo é que esta leitura contribua para a uma melhor visualização de contexto, de forma que tenhamos todos maior clareza de onde se pisa e de com quem se fecham acordos.

Aqui não abordo as limitações que influenciam os posicionamentos dos campos. Pretendo em breve publicar mais elementos da análise que está por trás deste mapa. Por hora, peço ajuda para aperfeiçoar esta leitura.

Quem defende a criminalização das drogas…

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Hoje pela manhã saiu no Estadão. Em entrevista, o diplomata Miguel D’arcy, coordenador do secretariado da Comissão Global de Políticas Sobre Drogas falou sobre a posição da Comissão a respeito da famosa “guerra às drogas”.

Pincelei algumas afirmações suas para compartilhar aqui. Não sou eu quem está dizendo, é o Miguel, mas não me canso de repetir estas coisas:

  • “A política repressiva traz consigo um aumento no poder do narcotráfico, violações de direitos humanos e o enfraquecimento da governança democrática”
  • “É preciso mudar a perspectiva moralista e focar em uma visão de saúde pública.”
  • “A revista Lancet, uma publicação científica reconhecida, fez uma hierarquia de drogas lícitas e ilícitas. O tabaco e álcool foram classificados como mais nocivos que a maconha”
  • “É preciso entender que O GRANDE BENEFICIÁRIO DA POLÍTICA PROIBITIVA É O TRAFICANTE”

Em síntese, quem defende a criminalização das drogas… corre junto dos traficantes.

Uma microfísica da Rio+20

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Tenho visto com muito bons olhos e defendido o simbolismo da autolegitimação dos movimentos sociais no que tange o processo da Rio + 20,  a Conferência de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Principalmente porque este olhar tem a mira para o pós Rio+20.

No comecinho do livro Microfísica do Poder, Foucalt comenta sobre as limitações autoimpostas pelos pensadores comunistas franceses por sua própria perspectiva guia: “o problema dos intelectuais marxistas na França − e nisto desempenhavam o papel que lhes era prescrito pelo P.C.F. − era de se fazer reconhecer pela instituição universitária e pelo establishment; portanto, deviam colocar as mesmas questões que eles, tratar dos mesmos problemas e dos mesmos domínios”.

Levando em consideração tudo o que representa a Rio + 20, o caso do intelectuais franceses ilustra bem a situação atual em que se encontra boa parte dos intelectuais, das lideranças e militantes envolvidos nas discussões. Estão se limitando a aparar arestas e (ao fracasso da COP 15 sobre Mudança no Clima), o que é necessário, mas muito menos importante que fortalecer as novas ferramentas e perspectivas emergentes.

Edgar Morin foi maneiro pacas quando avisou que nenhuma solução pode ser criada pela mesma lógica que criou o problema e agora quase ninguém dá atenção pro conselho do cabra!

É necessário assumir no âmbito da sociedade uma nova agenda global, autônoma, auto-legitimada pelos povos. Esta agenda é com certeza totalmente diferente da que a ONU media.

O que já foi apropriado, já foi! A Economia será verdinha e a governança internacional, ambiental e contra a pobreza. Não há como avançar nisto, mas há como avançar para além disto.

Linha do tempo dos indicadores de sustentabilidade

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Recebi esta linha do tempo dos indicadores de sustentabilidade por e-mail. Uma construção de conhecimento muito interessante para quem atua com políticas públicas ambientais. Para ampliar a imagem basta clicar nela.

Um “desconvite” aos caiçaras

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O desabafo de uma liderança caiçara do litoral sul de São Paulo rodou recentemente pelas listas de discussão das redes e movimentos socioambientais e reativou uma discussão de longa data: o modus operandi das chamadas King ONGs na relação com as pequenas organizações, com os movimentos e com as comunidades.

Quem enviou o e-mail para as listas foi Dauro Marcos do Prado, presidente da União dos Moradores da Juréia, região onde comunidades caiçaras há quase 25 anos enfrentam as restrições impostas ao seu modo de vida após a criação de uma unidade de conservação. O recado é direcionado à ONG SOS Mata Atlântica, famosa na sociedade em geral por sua atuação em defesa do bioma e conhecida no meio do terceiro setor também por omissões em embate contra empreendimentos de grande porte. Leia o resto deste post

Recomeça o debate sobre a horizontalização de Itanhaém

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Amigos, vejam a opinião do jornalista André Caldas, do Jornal Fatos de Itanhaém, sobre a verticalização (construção de prédios gigantescos). Separo dois trechos do artigo e os comento em seguida:

‎1. É um debate antigo, que já provocou discussões acaloradas e gerou um arremedo de lei que afastou daqui, há doze anos, muitos investidores Leia o resto deste post