Agora…

Padrão

Disseram que o tempo
rebento
Acorrentou o agora
em toda hora
e fez de cada momento
a luz daquele que ora
uma junção cósmica
que chora a liberdade

Apareceu daquele jeito
maneiro
Abocanhou o ar que surgiu
e depois fugiu
Ficou marcado pra sempre
desde que partiu
sem ir a lugar nenhum
é onipresente

É dono do barulho apito
conflito
Assopra o delírio
ao martírio
Rumo da eternidade,
sentido colírio
que é sempre a mesma
e nunca se acaba

Tem no simples e belo
singelo
Agora pra deixar de sofrer
e se perceber
É esfera, espiral e teia
para então ver
os ciclos do eu
aos poucos reciclar

Quer o vento que encerra
e acelera
No papel de espalhar
o medo de amar
segue caminho
O tempo rebento espera
o coração pediu
fugir sem parar de bater

Agora…
Agora…
Agora…

Bruno Pinheiro (16/5/2012)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s