Das raízes às flores (resgate do poema)

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Das raízes às flores (resgate do poema)

Os recentes casos de alagamentos em Pernambuco e Alagoas, as tristes imagens e as sofríveis declarações, apontam para tamanha falta de ética que espanta. Casas na beira dos rios, ocupações provavelmente estimuladas pelos processos eleitorais, pelo desenvolvimento econômico das regiões, à margem (litralmente) da qualidade de vida e do respeito aos ciclos ecológicos. E me fez lembrar do poema “Das raízes às flores“, que escrevi no ano passado. A falta de ética ataca a estética e faz da nossa sociedade esta coisa patética.

Segue abaixo:

Das Raízes às Flores (ago/2009)

Da raiz às pétalas
um tronco espinhudo.
Em cada espinho
uma agrura solitária
de impulsos mudos.

Tropeços pelo caminho,
daqueles que mudam o mundo.
São agruras solitárias
conectadas pelo cerne
de uma flor aromática.

Cada ramo, uma flor.
Até elas os espinhos
podem furar ou ferir.

Cada flor, várias pétalas.
Formando o composto
aromático e visual.

É estética e ética
das raízes às flores.
Em ramos diferentes
com espinhos no caminho
e uma complexidade de valores.

Imagine se só
de um ramo ou de uma pétala
fosse feita a flor,
fosse forjado odor
ou construído o amor.

Imagine então
a felicidade como flores
e a alegria como pétalas.
A sinergia como as cores
e a vontade como o néctar.

Como o brilho de um cristal
visto por uma águia
que manifesta valores.
É estética e ética
das raízes às flores.

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