Aldo Rebelo defende Código Florestal dos ruralistas

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Aldo Rebelo defende Código Florestal dos ruralistas

Hoje o deputado Aldo Rebelo não só apresentou na Câmara dos Deputados o seu parecer sobre o Projeto de Lei nº 1.876/99, como o disponibilizou para baixar no seu site (veja clicando aqui).

O que mais me surpreende é a cara de pau do Rebelo ao esclarecer explicitamente para quem este processo está sendo conduzido. Na segunda página do parecer, vem a inscrição: “Dedicado aos agricultores brasileiros”. Depois disso, praticamente deixa de ser necessário ler o restante.

A questão do Código Florestal está sendo tratado em todo canto como objeto de oposição entre ambientalistas e ruralistas. Uma forma equivocada e reducionista de abordar um debate tão importante para a nação. Muito mais do que a estes dois setores, este é um debate que implica toda a sociedade brasileira.

Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Moacir Micheletto (PMDB-PR): tramando não sei o quê

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O que está em jogo vai muito além da redução dos limites da reserva legal ou da anistia a crimes ambientais, defendida na proposta defendida pelo deputado Aldo Rebelo e toda a bancada ruralista. O que está em jogo é, mais uma vez, os caminhos escolhidos para o desenvolvimento do Brasil.

Resumidamente, é se optamos por valorizar o agronegócio, optando pelo caminho de buscar insandecidamente as altas na balança comercial por meio da produção em alta escala de commodities agrícolas para exportação. Ou se adaptamos o Código Florestal para um nível em que obrigue toda a nação a repensar os trilhos do desenvolvimento sob a perspectiva da sustentabilidade.

A primeira opção significa a escolha pela manutenção do status quo, a concentração de terra e de renda no campo e nos centros urbanos, o modelo de produção intensiva em defensivos químicos que tanto tem maltratado as nossas terras cultiváveis e a qualidade das águas que temos disponíveis para consumo em rios e mananciais.

E a segunda significa aceitar a realidade de que é necessário adotar novas posturas e escolher novos trilhos para que o país não somente cresça a todo e qualquer custo mas, sobretudo, divida cada vez melhor as tamanhas riquezas que detemos em nosso território. O que traz a necessidade de assumir o desafio de traçar novos planos políticos, nos quais a justiça ambiental, social, cultural, econômica e espiritual sejam parte de um olhar integrado sobre a sociedade.

Contudo, a dedicatória aos “agricultores brasileiros” deixa bem claro para todos quem está direcionando a revisão do Código Florestal Brasileiro. Se considerarmos, que a consultora Samanta Piñeda, contratada para auxiliar na elaboração do Parecer, é consultora da bancada ruralista, então, tudo fica muito claro.

Esta não é uma batalha entre “verdes e cinzentos da roça”. Aqueles que o fazem pensar assim, é porque não querem que você veja a realidade. E ação do Aldo Rebelo, neste caso, deveria render a ele a sentença de crime de lesa pátria.

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  1. Muito boa!!!! E um relato complementar sobre a Comissão de Revisão do Código Florestal e as audiências públicas forjadas:

    O “comunista vendido”, Aldo Ruela, se contorceu, esrroxeou e estrebuchou na Audiência Pública de Ribeirão Preto (e olha que foi no antro da esbórnia ambiental) enquanto o MST e a Vila Campesina (agricultores de verdade) faziam pacificamente uma manifestação de repúdio à proposta de alteração do código florestal, endossada por esse “vira-casaca”.

    O relator tremia de raiva, suava que nem um porco indo pro abate porque não esperava a presença de agricultores na dita audiência. Afinal em Ribeirão, era só para peixe grande!

    Para os “nazi” como o Micheleto e o deputado pulha de Ribeirão, Duarte Nogueira, tava tudo tranquilo, afinal esses são caras de pau de carteirinha e não estão nem aí para o pequeno agricultor.

    Mas para o vermelhinho, hummmmm… ficou feio hein! Em alguns momentos eu achei que ele ia infartar de vergonha (que pena que não aconteceu!), enquanto os jovens do estágio de vivência do MST cantavam em coro ” A soja é pra ração”, “Agronegócio não é legal”, e outras, que impediam o deputado Aldo Ruela que tentava justificar sua defesa.

    Próximo ao fim da audiência os manifestantes conseguiram entrar com um caixão preto fazendo referência a “morte do código florestal” e a galera foi a loucura!!!

    Uma coisa ficou bem clara em Ribeirão!!! Nem no antro do agronegócio o comunista conseguiu convencer que a mudança no código atende aos interesses do agricultor brasileiro e o som que ecoava no salão era: REFORMA AGRÁRIA SIM, AGRONEGÒCIO NÃO!!!

    Quanto aos babacas que estavam em maioria, latifundiários, agrobobos e Bungeboys… esses só resmungavam, mas bem baixinho… talvez por medo, mas mais provavelmente por incompetência mental, afinal, são como são… um bando de tapados.

    Além dos pequenos agricultores e dos movimentos sociais, a defesa do código teve apoio de ONGs, Promotoria Pública, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pesquisadores, Movimentos de Juventude e outros que tiveram voz e desceram o pau na mudança do código, associando-a aos interesses dos latifundiários, “que expulsam o agricultor do campo para as cidades” e não ao dos agricultores de verdade, “aqueles que tem terra na unha”.

    A vergonha nacional encampada pelo comunista fajuto que luta ao lado dos “300” latifundiários que possuem “56%” das terras do Brasil, segundo o INCRA.

  2. Pingback: Tweets that mention Aldo Rebelo defende Código Florestal dos ruralistas « Anticorpo de Gaia – Ação Comunicativa pela Sustentabilidade -- Topsy.com

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