Ministra Dilma confirma erros em seu currículo publicado na Plataforma Lattes

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Por  Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reconheceu, hoje (7), erros em seu currículo, publicado no site da Plataforma Lattes, base de dados de currículos acadêmicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), e informou que o documento foi corrigido.

No currículo publicado no banco de dados, constava que a ministra tinha concluído o curso de mestrado na Universidade de Campinas (Unicamp) e era doutoranda em ciências sociais, na mesma instituição.

Dilma confirmou que não terminou o curso de mestrado, mas explicou que, à época do preenchimento do documento, em 2000, era aluna do doutorado na universidade, embora cursasse economia, e não ciências sociais, conforme registrado erroneamente na Plataforma Lattes.

“Lá tem um equívoco, sim. A parte relativa ao mestrado está errada. A parte relativa a ser doutoranda não estava errada no que se refere a ser doutoranda. Mas está errada no que se refere ao curso que me botaram. As duas coisas foram retificadas”, declarou.

Embora o banco de dados só possa ser atualizado com a senha e o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do usuário, a ministra afirmou que não sabe de onde partiram as informações incorretas.

“Aquele documento, com aquele informação [ciências sociais], te asseguro que não [preenchi]. Não sei qual vantagem teria de falar que fiz ciências sociais e não economia, que é a minha ciência pública e notória”, disse a ministra.

Dilma também explicou que, apesar de ter concluído todos os créditos [as aulas] dos dois cursos, não apresentou as teses porque se afastou para assumir cargos públicos. “Não estava gazeteando nada. Não fiz porque estava trabalhando”, justificou.

Durante assinatura de convênios para obras de saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio, a ministra evitou polemizar sobre a crise no Senado Federal.

“Como não estou acompanhando, me manifesto episodicamente sobre a questão do Senado. Como não é minha área, não vou me manifestar hoje.”

A revista mensal Piauí foi a publicação que colocou dúvida sobre informações que constavam do currículo da ministra, publicado no site da Casa Civil. Posteriormente, o jornal O Globo se aprofundou na questão. Com o erro no site da Casa Civil, ficou constatada a informação errada, também na Plataforma Lattes.

Crédito Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ilustração: Bruno Pinheiro

Fonte: Agência Brasil

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