Adeus Mangabeira Unger!

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Recebi pelo feed do Correio do Brasil e venho aqui comemorar. O Mangabeira Unger está voltando para os Estados Unidos! Que ele vá em paz e não se preocupe em voltar para o Brasil nunca mais.

Desde junho de 2007 Mangabeira era o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, quando assumiu o cargo por indicação de José Alencar, vice presidente do Brasil e de quem é parceiro de sigla no PRB. Eu poderia me dar por satisfeito, mas como não sou bobo nem nada, faço questão de trazer de Ivanir Bortot e Gilberto Costa, da Agência Brasil que “há informação, não confirmada, de que o ministro pretendia trocar de partido e por isso perderia apoio do PRB”.

O motivo do pedido de demissão do cargo, oficialmente, seria o fim da licença de Unger na Universidade de Harvard, na qual é vinculado. Vence agora em julho e a universidade não quis renovar. Só posso dizer: obrigado Harvard!

Mas ele não se afasta por completo. Quem o substitui, ao menos provisoriamente, é Daniel Vargas, secretário-executivo, e seu ex-aluno em Harvard.

Depois que deixou território yankee e veio para o Brasil, Mangabeira Unger bagunçou o coreto das políticas ambientais nacionais. É ele o ator principal da criação da MP 458, sancionada no dia 25 pelo presidente Lula e tranformada na Lei nº 11.952 (clique aqui para baixar), que premia os responsávei pelo quarto lugar brasileiro no ranking internacional de emissão de CO² e apresenta muito mais benefícios para os grandes proprietários do que aos pequenos.

Ele é também um dos envolvidos com a proposta de desmonte do Código Florestal Brasileiro, fazendo duras críticas à legislação ambiental do Brasil, considerada a melhor e mais completa do mundo. Suas críticas e articulações cuminaram num Projeto de Lei que descaracteriza totalmente a Política Nacional de Meio Ambiente vigente.

Unger é o cara que, com o argumento de defender estrategicamente a Amazônia, queria investir no desenvolvimento de armas nucleares e, para isto, defendia que o Brasil deixasse o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Foi com esta perspectiva que agarrou a gestão do PAS – Plano Amazônia Sustentável e retirou do Ministério do Meio Ambiente esta incumbência, levando Marina Silva a abandonar a pasta.

Portanto, com toda alegria, afinal alguma notícia boa tem de chegar no meio tanta esquizofrenia ética, ADEUS MANGABEIRA UNGER!

Nota
Enquanto aqui no Brasil a Amazônia está á venda bem baratinho, em Honduras o bicho está pegando feio. O presidente Manuel Zelaya Rosales sofreu um golpe ontem (28): foi sequestrado pelas forças armadas, enviado à Nicarágua, destituído e acusado de descumprir preceitos constitucionais. O motivo foi a consulta popular que ele convocou e aconteceria ontem, desagradando a elite hondurenha. A consulta perguntava à população se queria uma nova Assembléia Constituinte. Sindicatos trabalhistas, campesinos e movimentos populares organizam a resistência. Leia mais aqui

Crédito imagem: Fraga

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